Presença e resiliência em conversas difíceis

 

Todo relacionamento, seja ele amoroso, familiar, social ou profissional está sujeito à problemas e questões delicadas a serem resolvidas. Conversas difíceis fazem parte de nossas vidas, e é de extrema importância aprendermos a lidar com elas de forma assertiva, para que possamos fazer dos conflitos oportunidades de crescimento, e não de mágoas e distanciamento.

Especialmente nos relacionamentos amorosos se faz necessário este cuidado, já que um dos problemas recorrentes entre casais são as falhas na comunicação (ou a ausência dela). Por ser de natureza difícil, repletas de inundações emocionais, estas conversas importantes tendem a ser evitadas, e por causa disso, pequenos conflitos se tornam grandes problemas com o tempo.

A psicóloga Canadense Louisa Jewell, falou sobre isso no “Embodied Positive Psychology Summit”, conferência que aconteceu em Kripalu (Massachusetts, Eua) e reuniu grandes feras da área de psicologia positiva do mundo. Neste post compartilho com vocês algumas dicas importantes que ela deu, para lidar com conversas difíceis.

Atenção às “armadilhas mentais”      

Existem algumas tendências de respostas mentais que devemos ter bastante cuidado ao enfrentar uma conversa difícil:

  • Pensamentos de tudo ou nada: Ou se resolve de um jeito, ou não tem solução. É uma tendência a ter uma mentalidade rígida e fixa.
  • Generalizações: Quando generalizamos um comportamento específico. Por exemplo: “Você sempre faz isso!”
  • Desqualificação do positivo: Quando ficamos tão presos ao que nos incomoda que deixamos de valorizar as coisas que nos agradam.
  • Tirar conclusões precipitadas: Quando pressupomos (ou até inventamos! rs) o que o outro pensa e tiramos nossas conclusões sem ouvi-lo.
  • Ampliação: Quando vemos os problemas maiores do que são, fazendo uma “tempestade em copo d’água”.
  • Personalização: Quando levamos o problema para o lado pessoal, sem se abrir para entender qual é o problema realmente.
  • Rotulação: Quando rotulamos a pessoa como um todo, baseado em um problema específico.

Estas armadilhas mentais nos impedem de entender o ponto de vista do outro de uma forma empática, e consequentemente, de solucionar o conflito de uma forma justa e saudável.

Antes de uma conversa difícil

  •  Trace uma meta para a conversa ( Ex. Manter um bom relacionamento com essa pessoa, mudar um comportamento, etc)
  •  Visualizar a conversa mentalmente ( O nosso cérebro não diferencia a realidade da imaginação, se você imagina um desenrolar e um resultado final positivo você tende a começar a conversa de forma mais aberta)
  • Cheque suas emoções (Só inicie a conversa se estiver calmo, e durante faça respirações profundas
  • Crie um ambiente positivo e de respeito.

 

Durante uma conversa difícil

  1.  Foco na solução: Procure focar em onde vocês precisam chegar no final da conversa, onde todos saiam ganhando.
  2. Tome responsabilidade: Reflita com muita honestidade qual é a sua contribuição para este problema, reconheça, peça desculpas.
  3.  Se coloque no lugar do outro, mostre que compreende o ponto de vista da pessoa (mesmo que não concorde), apenas escute seu lado da história.
  4.  Coloque o seu ponto de vista, seja claro a respeito do que você precisa.
  5.  Faça um acordo, um plano de ação, seja específico.

Este foi o vídeo que gravei diretamente de lá!

Até a próxima!

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